terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Utilizando a tecnologia para atender os novos conceitos de moradia

Autor: Eng. José Roberto Muratori, Diretor Executivo da AURESIDE

Publicado na revista Lumiere Electric numero 236, dezembro de 2017


O setor da construção civil no Brasil sofreu intensamente os efeitos da retração na economia principalmente nos últimos dois anos. Com isso, o mercado imobiliário tem se ressentido de novos lançamentos nas áreas urbanas mais intensamente povoadas. Se foi um período difícil para a produção, por outro lado tem sido efetivo no estudo das novas tendências no conceito de moradias urbanas. Acompanhamos diversos eventos e o surgimento de relatórios que confirmam algumas constatações que até pouco tempo atrás ficavam apenas no terreno especulativo.

E quais seriam estas constatações?

Uma tendência de produzir apartamentos com espaços privativos cada vez menores, compensada pela oferta de áreas comuns muito equipadas. Além disso, localizados em regiões que contam com facilidade de transporte público e ampla oferta de serviços nas proximidades.

O surgimento de empreendimentos multiuso se encaixa também nesta tendência, ou seja, a opção crescente de concentrar moradia, trabalho e lazer no mesmo espaço físico, reduzindo a necessidade de deslocamentos e consequentemente mais tempo útil disponível.

Ainda mais avançado, o conceito de coliving, uma alternativa que surge e que pretende derrubar, além de paredes, a crise da falta de espaços físicos e os ideais de individualização e desperdício. Este movimento vem se propagando através de pessoas que nos levam a refletir se ainda vale a pena manter uma moradia particular, com altos gastos e pouca socialização.

Além destas tendências genéricas, surgem outras derivações focadas em nichos específicos. As mais evidentes têm sido aquelas direcionadas às moradias para a terceira idade, embasadas no conceito da “economia da longevidade”. Outro nicho em estaque seria dos imóveis destinados a uso temporário, exemplificado pelos usuários de aplicativos como o AirBnb. Alguns novos projetos têm levado em conta o uso misto, ou seja, moradores habituais dividem as áreas comuns de seus condomínios com moradores eventuais, de passagem.

A evidencia cada vez mais presente destas tendências no conceito de “morar” estão afetando os novos lançamentos do mercado imobiliário em escala crescente. Portanto, com a esperada retomada no ritmo das novas construções temos visto que muitos projetos estão contemplando estas características, que devem se tornar comuns num horizonte de três a cinco anos.

Mas não só os novos empreendimentos estão se ajustando às mencionadas tendências: muitos imóveis atuais precisam passar por urgentes retrofits principalmente em suas áreas comuns para se adaptarem à novas condições de uso.

E é neste ponto que pretendemos justificar como as novas tecnologias de conectividade e de automação podem ser extremamente uteis (e até mesmo inevitáveis) para atender os desafios crescentes de controles sobre a edificação e sobre as pessoas que dela se utilizam (moradores, usuários e prestadores de serviços).

E, embora nosso foco neste artigo sejam as edificações de uso para moradia, podemos deixar claro que estas mesmas tecnologias podem ser empregadas para tornar mais eficientes e seguras também as edificações corporativas ou mesmo aquelas de uso especifico (como hotéis, hospitais, templos, escolas e similares).

Nas áreas comuns dos condomínios destinados a moradia, com a quantidade cada vez maior de moradores e usuários circulando e a variedade de ambientes e de serviços distintos envolvidos, a necessidade de sistemas automatizados e informatizados é evidente.

Vejamos alguns exemplos:

1) Como controlar acesso de pessoas em ambientes de uso restrito como salas de ginastica, sauna, quadras e piscinas? Como liberar o uso e cobrar pelos serviços opcionais oferecidos dentro do condomínio, tais como lavanderia, limpeza, uso de salão de festas, manutenção, locação de veículos e de ferramentas e assim por diante?

2) Como garantir que pessoas desconhecidas estejam autorizadas a entrar e permanecer no condomínio, eventualmente não somente como visitantes, mas como um morador temporário autorizado pelo proprietário de uma unidade? E, neste caso, quais serviços e ambientes podem ser liberados para o seu uso?

3) Como orientar moradores e visitantes com relação à localização e às condições de uso dos diversos ambientes e equipamentos do condomínio sem aumentar o numero de colaboradores da equipe de gestão?

4) Como controlar os serviços da equipe de limpeza e manutenção e atribuir cobrança quando devido?

5) Áreas comuns maiores e com maior número e variedade de ambientes exigem mais equipamentos, consomem mais energia e insumos e, portanto, precisam de maior controle sobre o programa de manutenção e sobre as medições de consumo

6) Ambientes de intensa circulação de pessoas exigem mais cuidados com segurança e acessibilidade. Além disso as pessoas cada vez mais exigem cobertura de redes sem fios para se manterem conectadas nestas áreas, uma vez que executam diversas atividades antes feitas em casa em ambientes agora coletivos (offices compartilhados, academias de ginastica, salas de projeção e de jogos, etc.)

Listamos acima apenas algumas das novas necessidades que estão despontando.

Lembrando que sistemas “tradicionais” de Automação Predial já podem ter sido solicitados anteriormente para tratar de itens mais ligados à infraestrutura da edificação, tais como a iluminação das áreas comuns, o sistema de bombas hidráulicas, geradores e outros neste contexto.

Então vemos que estamos precisando urgentemente incluir sistemas de comunicação e controle nas áreas comuns, tanto para uso da gestão do prédio como para aqueles que dele se utilizam para nele morar, trabalhar ou gozar do seu lazer. E quais seriam então as tecnologias que mais se adaptam a estas necessidades?

1) Em primeiro lugar, precisam ser fáceis de instalar. Fazer mudanças na parte construtiva, na instalação elétrica e na arquitetura do local são situações muitas vezes proibitivas em condomínios existentes

2) Precisam ter interfaces intuitivas para os usuários. A maioria das situações não envolvem gestores profissionais, mas pessoas comuns e seus smartphones, que podem ser utilizados para liberar acesso, receber cobranças, alertas ou avisos

3) Precisam ter um elevado grau de interatividade. Muitas funções dependem de decisões e soluções rápidas e seguras

4) O custo de implantação deve ser acessível pois os condomínios não dispõem normalmente de orçamento disponível para este tipo de contratação

5) A sua atualização e manutenção tem que ser simples e, de preferência, feita à distância pois a princípio não existe uma equipe de gestão profissional presente na edificação para prestar este serviço

6) De preferencia devem gerar bancos de dados com as informações de uso diário coletadas. Isto pode ser usado para aumentar a eficiência da edificação e para comparativos de desempenho, inclusive com edificações similares

Para atender estas demandas acima listadas, existem sistemas de desenvolvimento recente que utilizam o conceito de Internet das Coisas, de Inteligência Artificial, de gestão na nuvem (cloud) e de Big Data. Este conjunto de tecnologias têm proporcionado produtos de simples instalação, largamente independentes mas interativos com as redes de dados e com a Internet, responsivos e que geram grande quantidade de dados como resultado de suas operações de gestão e controle.

Além disso, por se tratar de hardwares de custo mais baixo e soluções baseadas nos softwares e aplicativos, podem ser vendidos através de receitas recorrentes (tarifas mensais), como serviço, o que barateia e viabiliza seu uso nos condomínios. O gerenciamento dos sistemas normalmente é feito na nuvem, reduzindo ou até eliminando a necessidade de manutenção local.

Em resumo, estamos falando de soluções baseadas em conectividade, envolvendo processadores, atuadores e sensores diversos, além da a interação com diversos protocolos (na sua maioria wireless). Também utilizam as interfaces mais simples e de uso amplo (como o próprio smartphone do usuário, por exemplo). Estas soluções estão prontas para serem especificadas, instaladas e prontamente utilizadas pelos gestores e moradores das novas formas de habitação.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Tendencias para 2018: A importancia das redes Mesh WiFi para residencias

Fonte: Android Headlines

Melhorar o desempenho do seu roteador wifi domestico já é uma  necessidade sentida por muitos  moradores. Mas com os produtos domésticos inteligentes assumindo um papel cada vez mais importante nestes dias atualizar seu roteador e passar para uma opção Wi-Fi em rede mesh (malha) parecer ser a solução idea

Um sistema Mesh WiFi tornou-se bastante popular neste ano que termina e isso é devido principalmente ao impulso oferecido pela indústria da casa inteligente. Você percebe que com um sistema WiFi de malha, a rede é capaz de suportar plenamente uma grande quantidade de produtos sendo conectados ao mesmo tempo, movendo-os de forma inteligente para a banda adequada (alguns trabalham em 2.4GHz e alguns funcionam melhor em 5GHz) e dando-lhes apenas Wi-Fi suficiente para mantê-los funcionando bem sem tirar a velocidade do laptop ou de outros computadores na rede.

O Mesh WiFi tem outras vantagens, além de ser capaz de suportar vários dispositivos sem experimentar velocidades mais lentas. O Mesh WiFi também oferece a capacidade de expandir sua rede e abranger toda a sua casa (ou escritório) com cobertura Wi-Fi. Esqueça de vez  aquele canto na casa onde não há WiFi disponível. Além disso, são modulares. Enquanto a maioria vem em um pacote de três, também há singles disponíveis para que você possa pegar um pacote de três e começar, mas depois pegar outro e adicionar à sua rede se precisar de um pouco mais de cobertura. A maioria dos pacotes de 3 cobrem cerca de 400 metros quadrados, então você provavelmente não precisará de mais cobertura). A cobertura alargada que a Mesh WiFi fornece é excelente para smartphones, laptops e tal, mas também funciona bem com produtos domésticos inteligentes, especificamente câmeras de segurança. Imagine que você tenha uma câmera de segurança lá fora, talvez mostrando sua varanda ou mantendo um olho em sua entrada. Se você estiver tendo problemas de cobertura com sua rede Wi-Fi, talvez você não consiga conectar a câmera. Mas com uma rede Mesh WiFi, você terá cobertura WiFi fora (na maioria dos casos, a menos que sua casa seja muito grande - mais de 400 m2), para que a câmera possa se conectar facilmente.

O que esperar então para 2018?

Podemos concluir que enquanto o controle de voz vai melhorar cada vez mais e será utilizado intensivamente nas casas,(onde a aprendizagem de máquina com a inteligência artificial vai de mãos dadas), a maior tendência para 2018 será o sistema Mesh WiFi. Já existem muitas ótimas opções no mercado, mas também hverá muito mais em 2018 (provavelmente). E vai ajudar a oferecer um WiFi melhor, mais estável e mais rápido, que é algo que todos vão adorar.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Automatizando Edificações Antigas: Retrofit com Tecnologias Wireless

Autor: Eng. Fernando Santesso, Diretor de Novos Projetos da AURESIDE

Publicado na revista Lumiere Electric, edição numero 235, novembro de 2017

O que é Retrofit?
O retrofit tem se tornado um termo cada mais comum no mercado imobiliário. O escasso número de terrenos, principalmente em grandes centros urbanos, aliado ao crescimento do valor do metro quadrado, tem imposto o uso de soluções para revitalização de edificações já existentes. Essa realidade já experimentada em outros centros urbanos do mundo vem movimentando o setor da construção civil e imobiliário no Brasil nos últimos anos.
Como conceito, o termo retrofit surgiu na América do Norte e Europa, e significa (em uma tradução livre) “adaptar ou atualizar algo antigo”, ou seja, substituir subsistemas específicos de um edifício que se tornaram obsoletos com evolução tecnológica ou mesmo com as novas necessidades expressas por usuários.
Geralmente, são realizadas atualizações nas instalações elétricas, hidráulicas e nos principais equipamentos instalados na edificação. Essas melhorias, além de modernizar a edificação, também podem contribuir para tornar o edifício ou condomínio antigo mais atrativo no mercado em relação às novas edificações.
Dentre essas atualizações a automação tem ganho destaque em conjunto com outros sistemas, como por exemplo: medição de consumo, energia alternativa, segurança e controle de acesso. Todos esses itens ajudam a dotar um maior valor econômico à edificação e contribuem para a redução de custos de manutenção e condomínio.


Como automatizar uma edificação antiga?
Implantar sistemas de automação em edificações antigas, no entanto, é sempre um desafio. A infraestrutura existente, na maioria das vezes, não comporta novas tecnologias. Logo, para que sejam atualizados os sistemas a edificação tem que passar por um processo prévio de obras civis, o que, em muitos casos, pode ser traumático aos usuários e donos desses imóveis.
Consequentemente, o primeiro passo para se obter êxito em um projeto de retrofit que envolva sistemas de automação é diagnosticar as reais condições e necessidades da edificação e seus usuários. É fundamental, portanto, contar com a consultoria de um profissional ou empresa especializada que aponte os itens a serem controlados e as soluções tecnológicas para sua implementação, a fim de facilitar todo o processo de retrofit.
Nesse contexto, o uso de tecnologias wireless como ferramentas de simplificação do processo de retrofit tem se tornado cada vez mais frequente. Essas soluções são um forte aliado para mitigar as necessidades de modificações, reduzir o impacto de intervenções e diminuir os riscos no processo de adequação e modernização de sistemas de um imóvel antigo.

O que são as tecnologias wireless?
Os dispositivos wireless para automação são elementos – controladores, atuadores, comandos e sensores - que utilizam o ar com meio de transmissão de informações, diferente dos sistemas de automação cabeado que trafegam seus dados através de cabos e assim demandam alterações mais profundas na infraestrutura da edificação.
Essas transmissões são feitas por ondas eletromagnéticas (Rádio Frequência – RF) e seu alcance depende das características do ambiente (barreiras, condicionamento, interferências e outros fatores) e da tecnologia envolvida.
Atualmente existem diversos padrões de comunicação sem fio, sendo alguns deles proprietários (não permitem a interoperabilidade de dispositivos) e outros abertos. Destacam-se no seguimento de automação de edificações os seguintes padrões de comunicação sem fio:


·         Wi-Fi: Sistemas que utilizam os diferentes protocolos IEEE de Ethernet convencional para fazer a comunicação dos dispositivos. São facilmente reconhecidos em dispositivos como access points e roteadores que propagam a internet dentro das edificações. Contudo, o número de dispositivos que se conectam a rede wi-fi tem crescido, sendo um dos grandes expoentes desse crescimento as câmeras IP (Internet Protocol). Além disso, outros dispositivos como sensores, atuadores e lâmpadas tem utilizado o padrão wi-fi para se comunicar.

·         Bluetooth: Padrão desenvolvido para a comunicação de curto alcance entre dispositivos e com baixo consumo de energia. No mercado de automação essa tecnologia é encontrada, principalmente, em dispositivos de controle de acesso para aplicação residencial.

·         ZigBee: Tecnologia wireless de comunicação desenvolvida para ter baixo consumo, baixo custo, segurança e confiabilidade. Encontrada em aplicações prediais, industriais e comerciais. Conta com uma ampla gama de dispositivos como atuadores, medidores, comandos, sensores, emissores e outros.

·         Zwave: Assim como o ZigBee o padrão Zwave apresenta baixo consumo e custo, além de segurança, confiabilidade e interoperabilidade de dispositivos. Também conta com um amplo espectro de produtos, porém a tecnologia nasceu e tem sua maior força em aplicações de automação residencial.

·         Padrões Proprietários: Contam uma gama variada de dispositivos para automação, porém, por terem um protocolo fechado, não permitem a comunicação com dispositivos de outros fabricantes.
Dada a variedade de tecnologias presentes no mercado, nota-se que diferentemente do que se tem propagado no mercado de tecnologia e automação, os sistemas wireless necessitam de um projeto cuidadoso para que possa funcionar corretamente, permitindo a comunicação, controle e gestão dos sistemas.

O que pode ser controlado com tecnologias wireless em uma edificação?
Potencialmente, todos os sistemas existentes em uma edificação podem ser controlados com os dispositivos de tecnologia wireless.
A diversidade de dispositivos wireless encontrados no mercado atual colaboram para que o processo de retrofit de sistemas com automação seja cada vez mais abrangente e dinâmico. É possível controlar, medir e gerir dados de sistemas hidráulicos, elétricos, iluminação, climatização, entretenimento e até mesmo segurança e controle de acesso com tecnologias wireless.
Evidentemente, quanto maior é a criticidade de um sistema dentro de uma edificação, maior deve ser o cuidado no uso de sistemas totalmente wireless. Por esse motivo, vale ressaltar mais uma vez a importância de uma análise crítica, técnica e imparcial para a tomada de decisão pelo uso de tecnologia wireless.

Respeitada essa condição, os dispositivos wireless são um instrumento poderoso e devem ser usados para transformar instalações obsoletas de prédios antigos em instalações modernas e eficientes, proporcionando agilidade no processo de retrofit.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Pensemos em economia!

Artigo publicado na revista Audio & Video, edição 151
Autor: George Wootton, Diretor Tecnico da AURESIDE


Pensemos em economia!
Com um projeto de automação bem dimensionado, seus custos com energia elétrica podem cair consideravelmente


Um assunto recorrente nos dias de hoje é o custo do consumo de energia elétrica. Cada vez que a bandeira muda de verde para amarela, ou desta para vermelha, as pessoas se preocupam com o consumo e procuram seus vilões em suas residências. Alguns anos atrás, quando a iluminação era principalmente com lâmpadas incandescentes, deixar lâmpadas ligadas sem necessidade era, obviamente, um desperdício que doía no bolso. Com a chegada das lâmpadas compactas e,
depois, das lâmpadas LED, a dor no bolso diminuiu, mas o cuidado com os recursos naturais, como a energia elétrica, deve ser uma busca constante, em prol da preservação da vida.

Para ler a integra deste artigo, clique aqui
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Vinte anos de Automação Residencial no Brasil: um balanço

Autor: Eng. José Roberto Muratori, Diretor Executivo da AURESIDE

Publicado na edição 234 da revista Lumiere Electric, novembro de 2017

No final da década de 90 estavam se tornando viáveis os primeiros projetos de Automação Residencial no Brasil. Ainda limitados a poucas funcionalidades e muito focados nas novidades na área de Áudio & Vídeo (entre outras, motivadas com o surgimento das primeiras TVs de tela plana) estes projetos começavam a incluir o controle de iluminação e de cortinas principalmente.

Embora recebidos com curiosidade por uma minoria de moradores, ainda estavam longe de se traduzir num efetivo beneficio e com a agravante de ter um preço bastante elevado. Eram ainda poucas as empresas que forneciam equipamentos e soluções de Automação Residencial, praticamente todas estrangeiras e isto nada favorecia a disseminação e a redução de preços para o cliente final, ou seja, para o morador.

Neste cenário, foi criada a AURESIDE – Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial – que depois de alguns encontros iniciais entre seus membros fundadores, foi formalmente estabelecida em fevereiro de 2000. Na mesma época o mercado mais adiantado era o dos Estados Unidos. Dois diferentes tipos de soluções se destacavam então:

- sistemas simples, os chamados DIY (do-it-yourself), onde os moradores adquiriam módulos em lojas especializadas e faziam suas próprias instalações sem recorrer a profissionais. Estes produtos utilizavam um protocolo PLC (Power Line Carrier), ou seja, os sinais de comunicação eram levados pela própria rede elétrica já existente na casa. O protocolo utilizado denominava-se X10 e até hoje é considerado o pioneiro na área de automação domestica. A simplicidade de instalação era um grande atrativo, no entanto problemas recorrentes como interferências no sinal, duplicidade de fases, ruídos e outros relativos à instalação elétrica original podiam comprometer a confiabilidade e até mesmo o uso rotineiro destes aparelhos. Mesmo assim, este sistema teve uma boa aceitação local e ainda mantem um legado de instalações existentes até hoje.

- de outro lado, surgiram sistemas mais sofisticados e aperfeiçoados, principalmente ligados ao desenvolvimento da área de áudio e vídeo (ou o chamado Home Theater). O consumidor americano estava então descobrindo as inúmeras possibilidades de ter um centro de entretenimento doméstico criado ao redor do seu ambiente de Home Theater e passou a incluir tecnologias pertinentes a esta ambientação, principalmente a iluminação (artificial – luminárias e abajures e natural – representada pelas cortinas e persianas) e a climatização. Portanto, estes sistemas mais elaborados eram instalados por profissionais e buscavam facilitar o uso de equipamentos mais complexos (como receivers ou sistemas de som ambiente, por exemplo) e de reduzir a necessidade de usar muitos controles remotos, facilitando a vida dos moradores.

Ao mesmo tempo a automação na Europa seguia caminhos mais distintos, normalmente voltados mais à segurança das casas e à eficiência energética. Havia assim, um nítido contraponto entre as duas visões da automação residencial nos dois continentes onde ela começava a proliferar. Neste contexto, começaram as primeiras incursões da nova tecnologia no Brasil e notamos que uma combinação entre estas duas visões poderia ser compartilhada localmente, criando um comportamento mais adaptado ao morador brasileiro. E isto ocorreu gradativamente: embora as primeiras empresas que se estabeleceram por aqui fossem de origem norte americana e ditaram os padrões originais, notoriamente mais “hollywoodyanos” , em seguida chegaram as empresas europeias trazendo suas soluções também.

Reflete a predominância da visão americana o fato de termos adotado por aqui a denominação de “Automação Residencial”, uma tradução direta da chamada “Home Automation”, enquanto na Europa o termo adotado é Domótica, que acabou não vingando por aqui.

A partir de 2001 começamos a notar a entrada no mercado de fabricantes locais, ainda timidamente, mas que em alguns anos alcançaram uma participação de mercado significativa.

Também nesta época a mídia começava a abordar o assunto, ainda timidamente e de forma esparsa. A maioria das matérias apelava para os jargões de “casa inteligente” ou “casa dos Jetsons” para se referir aos sistemas de Automação Residencial que começavam a ser mais conhecidos. Uma boa coletânea destes textos pode ser encontrada no site da AURESIDE buscando na seção de “noticias” e é curioso se observar os modismos e chavões de cada época.

Os anos de 2002 e 2003 trouxeram alguns eventos que mereceram um bom destaque dos veículos de comunicação e trouxeram uma nova leva de profissionais a se interessarem pelo mercado. Notadamente a mostra chamada Salão de Inovação Tecnológica, apoiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que abrigou em 2002 uma “casa inteligente” com mais de 1400m2 e vários ambientes automatizados (onde jornalistas foram convidados a pernoitar e depois fazer suas reportagens a respeito) - ver video no Youtube - e em 2003 um “prédio inteligente” também com um projeto inovador e repleto de novidades.

Evolução do numero de empresas

Como um parâmetro da evolução do mercado podemos utilizar o numero de empresas (fabricantes e distribuidoras) associadas à AURESIDE para demonstrar o crescimento do setor. A figura abaixo mostra esta tendência.




Como se estruturou o mercado brasileiro

Ao longo destes anos foi se consolidando a figura do “Integrador de Sistemas Residenciais”, ou seja, o profissional responsável pelo atendimento do morador desde o inicio do projeto até a sua implantação definitiva. As etapas de atendimento se iniciam com a venda, seguem com o desenvolvimento de um projeto e continuam com a especificação, instalação e programação final. O mercado local se estruturou de modo que os fabricantes não atendem o cliente final, mas capacitam e certificam os profissionais que vão ter esta responsabilidade. Assim, se obtém um resultado final mais consistente pois o Integrador tem uma presença mais próxima das necessidades do seu cliente e pode escolher entre as diferentes tecnologias que conhece aquela que melhor vai atender as suas demandas e benefícios esperados. No Brasil o chamado DIY não é um padrão de mercado, são poucos os consumidores que desejam fazer suas próprias instalações e assim o mercado de integradores profissionais é quem atende a grande maioria das demandas de projeto.

Tecnologias e sua evolução

Diversas tecnologias passaram a ser utilizadas entre nós na primeira década do século XXI, a maioria absoluta ainda dependente de sistemas cabeados, ou seja, onde a transmissão de sinais ou comandos é feita através de cabos especificamente projetados para isto. Estes sistemas, no caso da Automação Residencial ainda utilizavam protocolos prioritariamente proprietários, ou seja, seus desenvolvedores não permitiam a interoperabilidade de suas soluções com as de outros fabricantes.

Os primeiros sistemas com transmissão sem fios começaram a chegar a partir de 2004 de forma ainda tímida e com poucas funcionalidades. A questão dos protocolos de transmissão sem fios também começou a ser levantada e discutida tecnicamente. Os primeiros sistemas utilizavam faixas livres de transmissão de radio frequência (as mesmas utilizadas, por exemplo, em portões automáticos) e, em contraponto, outras soluções já passaram a incorporar novos protocolos que surgiram na época, notadamente ZigBee e Z-Wave, que até hoje são predominantes neste mercado.

A utilização destes sistemas sem fios criou um novo mercado que praticamente não existia, ou seja, das moradias prontas onde o seu proprietário não desejava promover uma reforma profunda e alterar toda a sua instalação elétrica existente. Esta era uma condição que reduzia o espectro de utilização dos sistemas cabeados, pois estes se mostravam viáveis ou em novos projetos ou em reformas profundas. Portanto, os sistemas sem fio provocaram o surgimento de novas oportunidades de negocio e de muitos projetos inovadores.

Mas, sem duvida, a mudança mais significativa no mercado foi marcada pelo surgimento dos equipamentos pessoais moveis, como tablets e smartphones. No lançamento do primeiro iPad em 2010 poucos entenderam a profundidade da mudança que iria acontecer. Inicialmente perplexa, a indústria da Automação Residencial teve que se curvar ás evidencias que o impacto deste lançamento resultou depois de pouco tempo. Relutantes de inicio, logo os fabricantes perceberam que precisavam adaptar suas soluções para os novos “mobiles” e então se iniciou uma corrida em novos desenvolvimentos de aplicativos, softwares e projetos tiveram que passar a contemplar esta nova modalidade de controle.

Era inegável o crescente uso  dos tablets e smartphones pelos usuários em múltiplas aplicações, inclusive na vida doméstica. Portanto os sistemas de automação residencial teriam que se adaptar a esta situação ou se tornariam rapidamente obsoletos. Logicamente este foi um movimento global e não somente local. No Brasil, ocorreu inicialmente um lapso um pouco maior até que os novos sistemas se tornassem compatíveis, mas atualmente este gap já está superado e nos encontramos no mesmo nível tecnológico em escala mundial.

Nos dias de hoje o grande obstáculo para o crescimento mais acentuado do mercado é o relativo desconhecimento que os moradores ainda demonstram sobre os benefícios possíveis oriundos da utilização de sistemas de Automação em suas residências. A presença crescente de novas empresas e profissionais e a sua capacitação se tornam elementos de grande importância para permitir que o mercado encontre finalmente o seu esperado potencial.

Imagens de produtos e soluções citados no texto

Os pioneiros da Automação Residencial no mundo: a linha X10
1.     "Kit" Home Director da IBM

2.     Módulos (On/Off e Dimmer) da Radio Shack









Um console X10 que fazia a transferência de comandos de uma chamada telefônica (linha discada!) para os módulos instalados na casa. Notar que endereçamento dos módulos era manual, girando com a ponta da chave de fenda os pequenos discos que marcavam números e letras.









Por volta de 2002 surgem comercialmente os primeiros módulos com protocolo sem fio Z-Wave...

Um  "módulo dimmer de tomada" e um controle remoto, ambos da Sylvania. Através deste controle, os módulos eram endereçados e era possível programar acionamento remoto e cenários de iluminação





Módulos Z-Wave de outros fabricantes, surgidos na mesma época:

1- Dimmer de parede, fabricante Advanced Control, com chip de "radio" Z-Wave embutido

2- Modulo de tomada, fabricante HomePro

3 - Controle remoto / programador da GE, emissor de sinais Z-Wave















Falando em controle remoto... vemos nesta imagem uma linha do tempo: todos estes foram (ou ainda são) utilizados para controle de equipamentos domésticos. E, logicamente, são da "era pré tablet e pré smartphone...)

1 - Controle Infravermelho (IR) convencional)
2 - PDA ou PalmTop Zire 72 (com camera digital de 1,2 Mb)
3 - Controle universal com tela touchscreen e botões fixos - Logitech Harmony 1000
4 - Controle universal com tela touchscreen e interface RF Philips Pronto
5 - Tela touchscreen fixa (para embutir na parede) 









sábado, 4 de novembro de 2017

A escolha certa do sistema de automação torna as casas mais sustentáveis

Fonte: Builder Online

Os compradores de casas nos EUA estão cada vez mais conscientes de como seus estilos de vida podem afetar o local em que vivem, a água que eles bebem e o ar que respiram. Muitos buscam ativamente maneiras de reduzir seu consumo e proteger o meio ambiente com dispositivos internos que monitoram e regulam o uso de energia.

A realidade é que os construtores podem ajudar clientes e potenciais compradores a administrar uma casa sustentável muito além da implementação de materiais de construção ecológicos. A geração atual de plataformas avançadas de automação residencial pode reduzir a pegada de carbono de um proprietário mais do que nunca e fornecer uma solução eficiente, mensurável e eficiente em termos de energia que esteja totalmente integrada na casa.

A automação residencial oferece controle sobre todos os sistemas dentro de uma residência, como irrigação, eletricidade, iluminação, climatização, sombreamento, entretenimento e segurança através de aplicativos móveis ou controles remotos proprietários e telas sensíveis ao toque. Além de permitir que um proprietário desligue ou ajuste as luzes com um único comando, uma plataforma de automação residencial permite que esses sistemas "conversem" uns com os outros. E esses sistemas podem reagir, de forma personalizada, às estações, ao tempo, ao movimento, à ocupação, à temperatura, à umidade e a outras condições. Assim, além do controle instantâneo, os proprietários podem configurar certas ações para ocorrer de forma autônoma em uma base regular ao longo do ano.

Com um sistema de automação residencial, vários subsistemas como segurança, iluminação, clima e irrigação podem ser configurados para responder uns aos outros de forma a conservar a energia. Por exemplo, uma abertura de janela pode desligar automaticamente o ar condicionado nessa área. Toldos inteligentes podem ser programados para atuar durante um dia de verão para bloquear o sol - mantendo confortável o ambiente doméstico sem ter que ligar o ar condicionado. Os "eventos" personalizados podem ser incorporados, como "home" e "away", para reduzir automaticamente o consumo de energia em conformidade - e o proprietário pode controlar esses eventos remotamente, de qualquer lugar do mundo. As oportunidades para economizar energia através da automação residencial são substanciais.

Esses sistemas também permitem que os proprietários monitorem sua produção de energia em tempo real e consultem os logs passados ​​para ajustar sua atividade. Eles podem visualizar o histórico de seu sistema HVAC, monitorar temperaturas interiores e exteriores e configurar ações para ajustar a forma como usam o aquecimento ou o resfriamento no futuro. Além disso, os sistemas de automação podem monitorar o consumo de energia dos dispositivos da casa, o que ajuda a evitar o "consumo fantasma", um efeito que freqüentemente ocorre com os produtos no modo "em espera", consumindo energia sem realmente precisar dele no momento.

Essas práticas eficientes em termos de energia não sacrificam luxo ou conveniência. As casas verdes começam com gerenciamento e controle de energia, mas não terminam por lá. Os mesmos sistemas que fornecem monitoramento e conservação de energia também oferecem benefícios de entretenimento para o proprietário. O controle e a automação também podem incluir sistemas de entretenimento, como sistemas de áudio multi ambientes, salas de mídia ou controle de temperatura de piscina e spa. Por exemplo, enquanto as cenas automatizadas fornecem um efeito de resfriamento que economiza energia, eles também fornecem sombra conveniente para bloquear a luz enquanto assistia televisão em uma sala de mídia.

Para construir com sucesso uma casa inteligente, é essencial para os construtores consultar um especialista que entenda como o sistema de controle e automação funciona e como ele se integra com os subsistemas da casa. Os construtores podem e devem capitalizar a automação residencial, fazendo parceria com especialistas em integração de tecnologia que se especializam em casas verdes. Também é benéfico para um construtor trabalhar com um integrador que possa servir o proprietário depois que a casa é vendida.

Os compradores de casas de hoje procuram os benefícios oferecidos pela automação residencial e são cada vez mais exigentes com respeito a soluções que reduzem o consumo de energia e a pegada de carbono. Os construtores podem atrair mais negócios, oferecendo soluções estas soluções para compradores domésticos que integram soluções ecológicas verdes na casa aprimorada e automatizada.

sábado, 21 de outubro de 2017

Boas noticias para Integradores Residenciais profissionais

Autoria: Julie Jacobson, do portal www.cepro.com

O surgimento abundante dos novos sistemas de automação residencial tipo "faça você mesmo" (DIY) anunciados nos últimos meses se tornou uma enorme vantagem para os integradores de tecnologia doméstica - não apenas devido aos motivos habituais,mas porque as coisas se tornaram ainda mais confusas.

Um integrador me disse recentemente que ele não estava preocupado com os construtores que se deslocaram para produtos DIY sem fio e usando o Amazon Home Services para instalação. Ele disse que aproveitaria o momento para seguir para a próxima etapa, aproveitando da confusão dos consumidores. É aí que está o dinheiro.

Bem, a automação residencial nunca foi mais confusa. Dentro de um período de cerca de dois meses, ouvimos notícias sobre essas (ostensivamente) soluções DIY:

-  Sonos "funciona com Alexa", para não confundir com o novo speaker Sonos One com seis microfones e Alexa nativo, com suporte para o Assistente do Google em breve. Também aprendemos a designação "Trabalhos com Sonos", para não confundir com a integração através do novo programa de API "completamente aberto" da empresa.

- Sistema de segurança e automação de toque com Z-Wave e ZigBee, juntamente com o monitoramento profissional e as tarifas mais baratas no negócio: US $ 10 por mês para monitoramento de segurança e armazenamento de vídeo de 60 dias para um número ilimitado de câmeras, com backup "gratuito".

- Nest Secure, utilizando protocolos Thread e Weave para comunicações locais (com nada além de produtos Nest e um bloqueio Yale para começar) e monitoramento de segurança profissional pela MONI, mas não para detectores de fumaça / CO ... nem mesmo Nest Protect.

- Novo sistema de segurança listado pela UL (para proteção e notificação contra incêndio) feito pela 2Gig com um hub Samsung SmartThings completo  (ZigBee, Z-Wave, rádios de segurança de banda estreita), além de monitoramento celular "gratuito" e monitoramento sem contrato pelo ADT.

- Amazon Echo Plus, um sistema controlado por voz com o ZigBee (hein?) E uma lista pequena e com curadoria de periféricos ZigBee de "configuração simples" compatíveis, principalmente lâmpadas e tomadas plug-in, além de um bloqueio de porta, mas nenhum dispositivo de segurança como sensores ou detectores de fumaça ... a menos que sejam integrados através dos serviços "Obras com Alexa".

- A expansão da Best Buy dos produtos e serviços Smart Home, incluindo a disponibilidade dos produtos Ring e Samsung / ADT, bem como a implantação nacional de sistemas de segurança e automação pro-install da Vivint.

Como escolhe um cliente? E mesmo que o cliente possa escolher, o que então?

O que eles atribuem a esses centros de segurança e automação doméstica? O que exatamente pode ser monitorado? O que é compatível com o quê? Como você registra algum dispositivo Z-Wave ou ZigBee?

Pressione este botão, pressione e mantenha pressionado esse, esfregue sua barriga e mexa a sua cabeça. A Z-Wave em breve facilitará a inscrição com o SmartStart, mas apenas para os dispositivos que cumprem certas regras. O Amazon Echo Plus parece fazer o provisionamento do ZigBee mais simples do que o habitual, mas apenas para os parceiros que escolhem incluir o pacote especial da Amazon.

Qual sistema de controle de voz é o "melhor" para qualquer indivíduo ou família? Alexa? Assistente do Google? Siri? A próxima Samsung Bixby? E todos os produtos dotados desses serviços são"iguais" como os outros?

Os comerciantes de varejo podem enfrentar uma reação de paralisia dos consumidores devido à grande quantidade de possiveis muitas escolhas - muitas das quais serão, francamente, erradas.
O Sonos One com Alexa nativo, por exemplo, não habilita os mesmos recursos que um dispositivo Echo nativo. As novas e convincentes funções "Rotear" e "Grupo" não estão disponíveis no Sonos e em outros dispositivos "nativos" da Alexa. Então, o Sonos One não é "autônomo" como um Echo autônomo.

ESP, o recurso que permite que o Alexa detecte qual dispositivo é o mais próximo, então apenas esse dispositivo responde aos comandos de voz ... nem todos os dispositivos Alexa também o conseguem, então você pode ficar um pouco fora de sincronia.

O cliente considerou o backup celular para comunicações de missão crítica? Caso contrário, a rede Wi-Fi doméstica é robusta e confiável o suficiente para suportar comunicações de baixa latência e tempo de atividade consistente?

O cliente está incomodado por atualizações automáticas que poderiam paralisar um sistema, incluindo televisores e termostatos?

E a duração da bateria para dispositivos sem fio? Se você vai colocar isso em toda a casa, você não quer garantir que você não precisa escalar escadas para trocar as baterias a cada seis meses ou um ano? Seu termostato tem um fio comum "C"?

Todas essas incertezas para os consumidores ... significam mais negócios para os profissionais. Então vamos deixar novos produtos DIY chegarem...
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