terça-feira, 28 de novembro de 2017

Pensemos em economia!

Artigo publicado na revista Audio & Video, edição 151
Autor: George Wootton, Diretor Tecnico da AURESIDE


Pensemos em economia!
Com um projeto de automação bem dimensionado, seus custos com energia elétrica podem cair consideravelmente


Um assunto recorrente nos dias de hoje é o custo do consumo de energia elétrica. Cada vez que a bandeira muda de verde para amarela, ou desta para vermelha, as pessoas se preocupam com o consumo e procuram seus vilões em suas residências. Alguns anos atrás, quando a iluminação era principalmente com lâmpadas incandescentes, deixar lâmpadas ligadas sem necessidade era, obviamente, um desperdício que doía no bolso. Com a chegada das lâmpadas compactas e,
depois, das lâmpadas LED, a dor no bolso diminuiu, mas o cuidado com os recursos naturais, como a energia elétrica, deve ser uma busca constante, em prol da preservação da vida.

Para ler a integra deste artigo, clique aqui
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Vinte anos de Automação Residencial no Brasil: um balanço

Autor: Eng. José Roberto Muratori, Diretor Executivo da AURESIDE

Publicado na edição 234 da revista Lumiere Electric, novembro de 2017

No final da década de 90 estavam se tornando viáveis os primeiros projetos de Automação Residencial no Brasil. Ainda limitados a poucas funcionalidades e muito focados nas novidades na área de Áudio & Vídeo (entre outras, motivadas com o surgimento das primeiras TVs de tela plana) estes projetos começavam a incluir o controle de iluminação e de cortinas principalmente.

Embora recebidos com curiosidade por uma minoria de moradores, ainda estavam longe de se traduzir num efetivo beneficio e com a agravante de ter um preço bastante elevado. Eram ainda poucas as empresas que forneciam equipamentos e soluções de Automação Residencial, praticamente todas estrangeiras e isto nada favorecia a disseminação e a redução de preços para o cliente final, ou seja, para o morador.

Neste cenário, foi criada a AURESIDE – Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial – que depois de alguns encontros iniciais entre seus membros fundadores, foi formalmente estabelecida em fevereiro de 2000. Na mesma época o mercado mais adiantado era o dos Estados Unidos. Dois diferentes tipos de soluções se destacavam então:

- sistemas simples, os chamados DIY (do-it-yourself), onde os moradores adquiriam módulos em lojas especializadas e faziam suas próprias instalações sem recorrer a profissionais. Estes produtos utilizavam um protocolo PLC (Power Line Carrier), ou seja, os sinais de comunicação eram levados pela própria rede elétrica já existente na casa. O protocolo utilizado denominava-se X10 e até hoje é considerado o pioneiro na área de automação domestica. A simplicidade de instalação era um grande atrativo, no entanto problemas recorrentes como interferências no sinal, duplicidade de fases, ruídos e outros relativos à instalação elétrica original podiam comprometer a confiabilidade e até mesmo o uso rotineiro destes aparelhos. Mesmo assim, este sistema teve uma boa aceitação local e ainda mantem um legado de instalações existentes até hoje.

- de outro lado, surgiram sistemas mais sofisticados e aperfeiçoados, principalmente ligados ao desenvolvimento da área de áudio e vídeo (ou o chamado Home Theater). O consumidor americano estava então descobrindo as inúmeras possibilidades de ter um centro de entretenimento doméstico criado ao redor do seu ambiente de Home Theater e passou a incluir tecnologias pertinentes a esta ambientação, principalmente a iluminação (artificial – luminárias e abajures e natural – representada pelas cortinas e persianas) e a climatização. Portanto, estes sistemas mais elaborados eram instalados por profissionais e buscavam facilitar o uso de equipamentos mais complexos (como receivers ou sistemas de som ambiente, por exemplo) e de reduzir a necessidade de usar muitos controles remotos, facilitando a vida dos moradores.

Ao mesmo tempo a automação na Europa seguia caminhos mais distintos, normalmente voltados mais à segurança das casas e à eficiência energética. Havia assim, um nítido contraponto entre as duas visões da automação residencial nos dois continentes onde ela começava a proliferar. Neste contexto, começaram as primeiras incursões da nova tecnologia no Brasil e notamos que uma combinação entre estas duas visões poderia ser compartilhada localmente, criando um comportamento mais adaptado ao morador brasileiro. E isto ocorreu gradativamente: embora as primeiras empresas que se estabeleceram por aqui fossem de origem norte americana e ditaram os padrões originais, notoriamente mais “hollywoodyanos” , em seguida chegaram as empresas europeias trazendo suas soluções também.

Reflete a predominância da visão americana o fato de termos adotado por aqui a denominação de “Automação Residencial”, uma tradução direta da chamada “Home Automation”, enquanto na Europa o termo adotado é Domótica, que acabou não vingando por aqui.

A partir de 2001 começamos a notar a entrada no mercado de fabricantes locais, ainda timidamente, mas que em alguns anos alcançaram uma participação de mercado significativa.

Também nesta época a mídia começava a abordar o assunto, ainda timidamente e de forma esparsa. A maioria das matérias apelava para os jargões de “casa inteligente” ou “casa dos Jetsons” para se referir aos sistemas de Automação Residencial que começavam a ser mais conhecidos. Uma boa coletânea destes textos pode ser encontrada no site da AURESIDE buscando na seção de “noticias” e é curioso se observar os modismos e chavões de cada época.

Os anos de 2002 e 2003 trouxeram alguns eventos que mereceram um bom destaque dos veículos de comunicação e trouxeram uma nova leva de profissionais a se interessarem pelo mercado. Notadamente a mostra chamada Salão de Inovação Tecnológica, apoiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que abrigou em 2002 uma “casa inteligente” com mais de 1400m2 e vários ambientes automatizados (onde jornalistas foram convidados a pernoitar e depois fazer suas reportagens a respeito) - ver video no Youtube - e em 2003 um “prédio inteligente” também com um projeto inovador e repleto de novidades.

Evolução do numero de empresas

Como um parâmetro da evolução do mercado podemos utilizar o numero de empresas (fabricantes e distribuidoras) associadas à AURESIDE para demonstrar o crescimento do setor. A figura abaixo mostra esta tendência.




Como se estruturou o mercado brasileiro

Ao longo destes anos foi se consolidando a figura do “Integrador de Sistemas Residenciais”, ou seja, o profissional responsável pelo atendimento do morador desde o inicio do projeto até a sua implantação definitiva. As etapas de atendimento se iniciam com a venda, seguem com o desenvolvimento de um projeto e continuam com a especificação, instalação e programação final. O mercado local se estruturou de modo que os fabricantes não atendem o cliente final, mas capacitam e certificam os profissionais que vão ter esta responsabilidade. Assim, se obtém um resultado final mais consistente pois o Integrador tem uma presença mais próxima das necessidades do seu cliente e pode escolher entre as diferentes tecnologias que conhece aquela que melhor vai atender as suas demandas e benefícios esperados. No Brasil o chamado DIY não é um padrão de mercado, são poucos os consumidores que desejam fazer suas próprias instalações e assim o mercado de integradores profissionais é quem atende a grande maioria das demandas de projeto.

Tecnologias e sua evolução

Diversas tecnologias passaram a ser utilizadas entre nós na primeira década do século XXI, a maioria absoluta ainda dependente de sistemas cabeados, ou seja, onde a transmissão de sinais ou comandos é feita através de cabos especificamente projetados para isto. Estes sistemas, no caso da Automação Residencial ainda utilizavam protocolos prioritariamente proprietários, ou seja, seus desenvolvedores não permitiam a interoperabilidade de suas soluções com as de outros fabricantes.

Os primeiros sistemas com transmissão sem fios começaram a chegar a partir de 2004 de forma ainda tímida e com poucas funcionalidades. A questão dos protocolos de transmissão sem fios também começou a ser levantada e discutida tecnicamente. Os primeiros sistemas utilizavam faixas livres de transmissão de radio frequência (as mesmas utilizadas, por exemplo, em portões automáticos) e, em contraponto, outras soluções já passaram a incorporar novos protocolos que surgiram na época, notadamente ZigBee e Z-Wave, que até hoje são predominantes neste mercado.

A utilização destes sistemas sem fios criou um novo mercado que praticamente não existia, ou seja, das moradias prontas onde o seu proprietário não desejava promover uma reforma profunda e alterar toda a sua instalação elétrica existente. Esta era uma condição que reduzia o espectro de utilização dos sistemas cabeados, pois estes se mostravam viáveis ou em novos projetos ou em reformas profundas. Portanto, os sistemas sem fio provocaram o surgimento de novas oportunidades de negocio e de muitos projetos inovadores.

Mas, sem duvida, a mudança mais significativa no mercado foi marcada pelo surgimento dos equipamentos pessoais moveis, como tablets e smartphones. No lançamento do primeiro iPad em 2010 poucos entenderam a profundidade da mudança que iria acontecer. Inicialmente perplexa, a indústria da Automação Residencial teve que se curvar ás evidencias que o impacto deste lançamento resultou depois de pouco tempo. Relutantes de inicio, logo os fabricantes perceberam que precisavam adaptar suas soluções para os novos “mobiles” e então se iniciou uma corrida em novos desenvolvimentos de aplicativos, softwares e projetos tiveram que passar a contemplar esta nova modalidade de controle.

Era inegável o crescente uso  dos tablets e smartphones pelos usuários em múltiplas aplicações, inclusive na vida doméstica. Portanto os sistemas de automação residencial teriam que se adaptar a esta situação ou se tornariam rapidamente obsoletos. Logicamente este foi um movimento global e não somente local. No Brasil, ocorreu inicialmente um lapso um pouco maior até que os novos sistemas se tornassem compatíveis, mas atualmente este gap já está superado e nos encontramos no mesmo nível tecnológico em escala mundial.

Nos dias de hoje o grande obstáculo para o crescimento mais acentuado do mercado é o relativo desconhecimento que os moradores ainda demonstram sobre os benefícios possíveis oriundos da utilização de sistemas de Automação em suas residências. A presença crescente de novas empresas e profissionais e a sua capacitação se tornam elementos de grande importância para permitir que o mercado encontre finalmente o seu esperado potencial.

Imagens de produtos e soluções citados no texto

Os pioneiros da Automação Residencial no mundo: a linha X10
1.     "Kit" Home Director da IBM

2.     Módulos (On/Off e Dimmer) da Radio Shack









Um console X10 que fazia a transferência de comandos de uma chamada telefônica (linha discada!) para os módulos instalados na casa. Notar que endereçamento dos módulos era manual, girando com a ponta da chave de fenda os pequenos discos que marcavam números e letras.









Por volta de 2002 surgem comercialmente os primeiros módulos com protocolo sem fio Z-Wave...

Um  "módulo dimmer de tomada" e um controle remoto, ambos da Sylvania. Através deste controle, os módulos eram endereçados e era possível programar acionamento remoto e cenários de iluminação





Módulos Z-Wave de outros fabricantes, surgidos na mesma época:

1- Dimmer de parede, fabricante Advanced Control, com chip de "radio" Z-Wave embutido

2- Modulo de tomada, fabricante HomePro

3 - Controle remoto / programador da GE, emissor de sinais Z-Wave















Falando em controle remoto... vemos nesta imagem uma linha do tempo: todos estes foram (ou ainda são) utilizados para controle de equipamentos domésticos. E, logicamente, são da "era pré tablet e pré smartphone...)

1 - Controle Infravermelho (IR) convencional)
2 - PDA ou PalmTop Zire 72 (com camera digital de 1,2 Mb)
3 - Controle universal com tela touchscreen e botões fixos - Logitech Harmony 1000
4 - Controle universal com tela touchscreen e interface RF Philips Pronto
5 - Tela touchscreen fixa (para embutir na parede) 









sábado, 4 de novembro de 2017

A escolha certa do sistema de automação torna as casas mais sustentáveis

Fonte: Builder Online

Os compradores de casas nos EUA estão cada vez mais conscientes de como seus estilos de vida podem afetar o local em que vivem, a água que eles bebem e o ar que respiram. Muitos buscam ativamente maneiras de reduzir seu consumo e proteger o meio ambiente com dispositivos internos que monitoram e regulam o uso de energia.

A realidade é que os construtores podem ajudar clientes e potenciais compradores a administrar uma casa sustentável muito além da implementação de materiais de construção ecológicos. A geração atual de plataformas avançadas de automação residencial pode reduzir a pegada de carbono de um proprietário mais do que nunca e fornecer uma solução eficiente, mensurável e eficiente em termos de energia que esteja totalmente integrada na casa.

A automação residencial oferece controle sobre todos os sistemas dentro de uma residência, como irrigação, eletricidade, iluminação, climatização, sombreamento, entretenimento e segurança através de aplicativos móveis ou controles remotos proprietários e telas sensíveis ao toque. Além de permitir que um proprietário desligue ou ajuste as luzes com um único comando, uma plataforma de automação residencial permite que esses sistemas "conversem" uns com os outros. E esses sistemas podem reagir, de forma personalizada, às estações, ao tempo, ao movimento, à ocupação, à temperatura, à umidade e a outras condições. Assim, além do controle instantâneo, os proprietários podem configurar certas ações para ocorrer de forma autônoma em uma base regular ao longo do ano.

Com um sistema de automação residencial, vários subsistemas como segurança, iluminação, clima e irrigação podem ser configurados para responder uns aos outros de forma a conservar a energia. Por exemplo, uma abertura de janela pode desligar automaticamente o ar condicionado nessa área. Toldos inteligentes podem ser programados para atuar durante um dia de verão para bloquear o sol - mantendo confortável o ambiente doméstico sem ter que ligar o ar condicionado. Os "eventos" personalizados podem ser incorporados, como "home" e "away", para reduzir automaticamente o consumo de energia em conformidade - e o proprietário pode controlar esses eventos remotamente, de qualquer lugar do mundo. As oportunidades para economizar energia através da automação residencial são substanciais.

Esses sistemas também permitem que os proprietários monitorem sua produção de energia em tempo real e consultem os logs passados ​​para ajustar sua atividade. Eles podem visualizar o histórico de seu sistema HVAC, monitorar temperaturas interiores e exteriores e configurar ações para ajustar a forma como usam o aquecimento ou o resfriamento no futuro. Além disso, os sistemas de automação podem monitorar o consumo de energia dos dispositivos da casa, o que ajuda a evitar o "consumo fantasma", um efeito que freqüentemente ocorre com os produtos no modo "em espera", consumindo energia sem realmente precisar dele no momento.

Essas práticas eficientes em termos de energia não sacrificam luxo ou conveniência. As casas verdes começam com gerenciamento e controle de energia, mas não terminam por lá. Os mesmos sistemas que fornecem monitoramento e conservação de energia também oferecem benefícios de entretenimento para o proprietário. O controle e a automação também podem incluir sistemas de entretenimento, como sistemas de áudio multi ambientes, salas de mídia ou controle de temperatura de piscina e spa. Por exemplo, enquanto as cenas automatizadas fornecem um efeito de resfriamento que economiza energia, eles também fornecem sombra conveniente para bloquear a luz enquanto assistia televisão em uma sala de mídia.

Para construir com sucesso uma casa inteligente, é essencial para os construtores consultar um especialista que entenda como o sistema de controle e automação funciona e como ele se integra com os subsistemas da casa. Os construtores podem e devem capitalizar a automação residencial, fazendo parceria com especialistas em integração de tecnologia que se especializam em casas verdes. Também é benéfico para um construtor trabalhar com um integrador que possa servir o proprietário depois que a casa é vendida.

Os compradores de casas de hoje procuram os benefícios oferecidos pela automação residencial e são cada vez mais exigentes com respeito a soluções que reduzem o consumo de energia e a pegada de carbono. Os construtores podem atrair mais negócios, oferecendo soluções estas soluções para compradores domésticos que integram soluções ecológicas verdes na casa aprimorada e automatizada.

sábado, 21 de outubro de 2017

Boas noticias para Integradores Residenciais profissionais

Autoria: Julie Jacobson, do portal www.cepro.com

O surgimento abundante dos novos sistemas de automação residencial tipo "faça você mesmo" (DIY) anunciados nos últimos meses se tornou uma enorme vantagem para os integradores de tecnologia doméstica - não apenas devido aos motivos habituais,mas porque as coisas se tornaram ainda mais confusas.

Um integrador me disse recentemente que ele não estava preocupado com os construtores que se deslocaram para produtos DIY sem fio e usando o Amazon Home Services para instalação. Ele disse que aproveitaria o momento para seguir para a próxima etapa, aproveitando da confusão dos consumidores. É aí que está o dinheiro.

Bem, a automação residencial nunca foi mais confusa. Dentro de um período de cerca de dois meses, ouvimos notícias sobre essas (ostensivamente) soluções DIY:

-  Sonos "funciona com Alexa", para não confundir com o novo speaker Sonos One com seis microfones e Alexa nativo, com suporte para o Assistente do Google em breve. Também aprendemos a designação "Trabalhos com Sonos", para não confundir com a integração através do novo programa de API "completamente aberto" da empresa.

- Sistema de segurança e automação de toque com Z-Wave e ZigBee, juntamente com o monitoramento profissional e as tarifas mais baratas no negócio: US $ 10 por mês para monitoramento de segurança e armazenamento de vídeo de 60 dias para um número ilimitado de câmeras, com backup "gratuito".

- Nest Secure, utilizando protocolos Thread e Weave para comunicações locais (com nada além de produtos Nest e um bloqueio Yale para começar) e monitoramento de segurança profissional pela MONI, mas não para detectores de fumaça / CO ... nem mesmo Nest Protect.

- Novo sistema de segurança listado pela UL (para proteção e notificação contra incêndio) feito pela 2Gig com um hub Samsung SmartThings completo  (ZigBee, Z-Wave, rádios de segurança de banda estreita), além de monitoramento celular "gratuito" e monitoramento sem contrato pelo ADT.

- Amazon Echo Plus, um sistema controlado por voz com o ZigBee (hein?) E uma lista pequena e com curadoria de periféricos ZigBee de "configuração simples" compatíveis, principalmente lâmpadas e tomadas plug-in, além de um bloqueio de porta, mas nenhum dispositivo de segurança como sensores ou detectores de fumaça ... a menos que sejam integrados através dos serviços "Obras com Alexa".

- A expansão da Best Buy dos produtos e serviços Smart Home, incluindo a disponibilidade dos produtos Ring e Samsung / ADT, bem como a implantação nacional de sistemas de segurança e automação pro-install da Vivint.

Como escolhe um cliente? E mesmo que o cliente possa escolher, o que então?

O que eles atribuem a esses centros de segurança e automação doméstica? O que exatamente pode ser monitorado? O que é compatível com o quê? Como você registra algum dispositivo Z-Wave ou ZigBee?

Pressione este botão, pressione e mantenha pressionado esse, esfregue sua barriga e mexa a sua cabeça. A Z-Wave em breve facilitará a inscrição com o SmartStart, mas apenas para os dispositivos que cumprem certas regras. O Amazon Echo Plus parece fazer o provisionamento do ZigBee mais simples do que o habitual, mas apenas para os parceiros que escolhem incluir o pacote especial da Amazon.

Qual sistema de controle de voz é o "melhor" para qualquer indivíduo ou família? Alexa? Assistente do Google? Siri? A próxima Samsung Bixby? E todos os produtos dotados desses serviços são"iguais" como os outros?

Os comerciantes de varejo podem enfrentar uma reação de paralisia dos consumidores devido à grande quantidade de possiveis muitas escolhas - muitas das quais serão, francamente, erradas.
O Sonos One com Alexa nativo, por exemplo, não habilita os mesmos recursos que um dispositivo Echo nativo. As novas e convincentes funções "Rotear" e "Grupo" não estão disponíveis no Sonos e em outros dispositivos "nativos" da Alexa. Então, o Sonos One não é "autônomo" como um Echo autônomo.

ESP, o recurso que permite que o Alexa detecte qual dispositivo é o mais próximo, então apenas esse dispositivo responde aos comandos de voz ... nem todos os dispositivos Alexa também o conseguem, então você pode ficar um pouco fora de sincronia.

O cliente considerou o backup celular para comunicações de missão crítica? Caso contrário, a rede Wi-Fi doméstica é robusta e confiável o suficiente para suportar comunicações de baixa latência e tempo de atividade consistente?

O cliente está incomodado por atualizações automáticas que poderiam paralisar um sistema, incluindo televisores e termostatos?

E a duração da bateria para dispositivos sem fio? Se você vai colocar isso em toda a casa, você não quer garantir que você não precisa escalar escadas para trocar as baterias a cada seis meses ou um ano? Seu termostato tem um fio comum "C"?

Todas essas incertezas para os consumidores ... significam mais negócios para os profissionais. Então vamos deixar novos produtos DIY chegarem...
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Cidades Inteligentes e Edificações Inteligentes

ARTIGO PUBLICADO NA EDIÇÃO DE OUTUBRO 2017 DA REVISTA LUMIERE ELECTRIC

Autor: Eng. Fernando Santesso - Diretor de Projetos da AURESIDE

Por que Cidades Inteligentes?
O desenvolvimento econômico e social de uma nação é por vezes resultado direto do desenvolvimento de suas cidades. Pois, além de serem lugares para viver, as cidades são os locais de onde empresas gerenciam seus negócios e oferecem uma variedade de serviços – logo são grandes centros de consumo de recursos.
De acordo com as Nações Unidas (ONU), em 2007 a população urbana no mundo superou a população vivendo em área rural e acredita-se que 70% da população mundial será urbana até 2050, com muitas cidades com mais de 10 milhões de habitantes.
O contínuo aumento das populações urbanas logo se traduzirá em problemas com poluição, energia, água potável, trânsito, estacionamento e transporte cada vez mais complexos de serem geridos.
Vale ressaltar que o incremento da população nas cidades aumentará a demanda por novos edifícios, o que, em última instância, levará a desafios incrementais de infraestruturas existentes. Assim, direta ou indiretamente, as Edificações Inteligentes se tornarão parte das soluções para Cidades Inteligentes. Portanto, se as cidades se tornarem inteligentes, então suas edificações também deverão ser inteligentes.
Os benefícios das Cidades Inteligentes, porém, estão além da experiência que ela oferece, e podem fornecer um valor econômico significativo a longo prazo. Desde de que planejada, implementada e bem gerenciada, as Cidades Inteligentes apresentam resultados expressivos. Estudos apontam que Cidades Inteligentes podem se beneficiar de até 30% de economia de energia e redução de até 20% no desperdício de água.
Outros benefícios importantes incluem segurança e maior qualidade de vida, o que, por sua vez, impulsiona a criação de emprego, levando a maiores receitas tributárias.


O que é uma Cidade Inteligente?
A economia globalizada vem obrigando as cidades a encontrar formas melhores de atrair e satisfazer as necessidades de empresas e habitantes. Nesse cenário, iniciativas de Cidades Inteligentes têm chamado cada vez mais a atenção e atraído investimentos.
O objetivo principal de uma Cidade Inteligente é criar condições econômicas e de bem-estar para sua comunidade através de serviços mais inclusivos, seguros, eficientes e efetivos.
Entretanto, para atingir esse objetivo as cidades devem enfrentar uma ampla diversidade de desafios tais como: demanda crescente de energia, gestão de resíduos, melhoria na prestação de serviços, uso mais eficiente dos recursos (humanos, infraestrutura e natural) e a implementação de práticas sustentáveis ​​do ponto de vista financeiro e ambiental.
O uso e aplicação de tecnologia da informação, automação, redes estruturadas, tecnologias de instrumentação e inteligência artificial como ferramentas para superar esses desafios é um dos pilares fundamentais das Cidades Inteligentes.
A troca de informações, análise de dados e operações dentro e entre os sistemas e domínios da cidade (sejam moradores, empresas e edificações) permite às Cidades Inteligentes operar de maneira mais efetiva e eficiente para oferecer respostas aos seus desafios.
Nessa conjuntura, Edificações Inteligentes representam um importante papel a ser considerado no ecossistema mais amplo denominado Cidades Inteligentes. Como grandes consumidores de recursos que são, as edificações devem estar conectadas as cidades, para que possa trocar informações em tempo real e permitir maior eficiência na operação e menor impacto na cidade.

O que são Edificações Inteligentes?
Edificações Inteligentes são instalações que utilizam recursos de automação avançada e integração de sistema para medir, monitorar, controlar e otimizar suas operações e manutenção.
O desenvolvimento de uma Edificação Inteligente é um processo que exige investimento, mudanças de conceito e transformação na maneira como se gerencia, interage e opera uma edificação.
Porém, não é apenas o uso de tecnologia que caracteriza uma Edificação Inteligente, mas sim a forma como os dados e informações são transformados em ações para a melhoria de eficiência, confiabilidade e conforto da edificação.

Mesmo prédios antigos podem se transformar em uma Edificação Inteligente através de retrofit de sistemas, ganhando funcionalidade, operabilidade e gestão.
Logo, não existe uma implantação padrão de tecnologia para uma Edificação Inteligente e é importante analisar as necessidades, problemas e oportunidades que a edificação oferece, pois quanto mais inteligente for a edificação, mais confiável é sua operação e manutenção. Isso, por sua vez, reduz os custos, o consumo de energia, uso de recursos e emissão de CO2.

Entretanto uma edificação pode ser inteligente, porém não conectada. A convergência existente entre a tecnologia de informação, redes, sistemas de automação e gerenciamento em uma edificação tem permitido o gradual aumento da conectividade nas Edificações Inteligentes.
Essa conectividade já permite aos proprietários, operadores e outros decisores uma visibilidade sem precedentes nas operações, gerenciamento e manutenção de edificações. Isso graças aos dados em tempo real gerados pelos sensores, monitores e controles da edificação.
Nessa conjuntura, a tecnologia da informação e rede de dados tem um papel fundamental a desempenhar no desenvolvimento e nas operações de Edifícios Inteligentes dinâmicos em conjunto com Cidades Inteligentes.

Cidade Inteligentes e Edificações Inteligentes
Uma vez composta a conectividade entre Cidades e Edificações Inteligentes, a troca de informação permitirá a ambos um ganho em sua eficiência.
Do ponto de vista da energia, por exemplo, os Edifícios Inteligentes tornam-se um ativo importante para as Redes Inteligentes (Smart Grid) e ajudam a apoiar o objetivo da Cidade Inteligente de melhorar a eficiência, em termos de redução do consumo de energia e aumento da confiabilidade energética.
A conectividade entre esses dois agentes cria instalações adaptativas que operam de novas maneiras, respondendo automaticamente a políticas internas, agendamentos e sinais externos, como eventos de resposta à demanda.
Existem inúmeros outros casos onde Edificações Inteligentes podem contribuir para Cidades Inteligentes, como por exemplo: gestão de demanda de tráfego, segurança, desperdício de água e outros.

O mais importante, contudo, é entender que não se pode pensar em Cidades Inteligentes com Edificações não inteligentes. Um agente está conectado ao outro e juntos podem beneficiar a toda comunidade.

domingo, 17 de setembro de 2017

No Salão do Automóvel em Frankfurt: a integração do carro com a casa inteligente


Fonte: Smart Lighting

Os designers de iluminação da Philips Lighting, líder mundial em iluminação, colaboraram com a empresa automobilista Renault em um conceito exclusivo de carro e uma casa inteligente que apresentaram no Salão do Automóvel de Frankfurt. O Renault SYMBIOZ, um automóvel autônomo elétrico e conectado, não é apenas um carro.

O novo conceito de carro Renault explora o futuro da mobilidade, interagindo com o seu ecossistema. É uma extensão da casa. A tecnologia digital a bordo do veículo faz dele um espaço interativo e personalizado que conecta passageiros com outros veículos, pessoas e tecnologias na casa inteligente, como a iluminação LED conectada pela Philips.

Estacionada na casa inteligente, a SYMBIOZ funciona como uma sala confortável e modular. O seu interior foi inspirado pelo design das salas de estar. Como um ambiente elegante aberto ou fechado, o carro liga e interage com todos os tipos de dispositivos e aparelhos em casa, tornando-o um espaço ideal para trabalhar ou relaxar. Seu sistema operacional controla a iluminação.

SYMBIOZ entra no nível do térreo, as paredes se iluminam automaticamente com boas vindas, iluminadas por Philips Luminous Surfaces. O carro é então colocado em uma plataforma que o levanta para a sala de estar ou para o terraço. O cilindro da peça central da casa que contém a plataforma é iluminado com 5.368 pontos dinâmicos, o Philips Color Kinetics iW Flex LED, são pontos de luz que mudam seu tom branco para ilustrar o estado da conectividade entre carro e casa; por exemplo, quando o carro está carregando ou em modo des espera.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Um beneficio para todos

Este artigo, de autoria do Diretor Tecnico da AURESIDE, George Wootton, mostra os beneficios da implantação de sistemas de automação nas áreas comuns de condominios



ARTIGO: Um benefício para todos
Quando um edifício adota a automação predial, todos os condôminos saem ganhando.

O artigo foi publicado na edição 149 da revista Audio & Video Design e pode ser visualizado clicando neste link